O que faz um presidente da República? Veja quem já é pré-candidato

O Brasil vai escolher, em outubro deste ano, o nome que ocupará a cadeira da Presidência da República pelos próximos quatro anos. Além do presidente, a população também deverá votar nos seus candidatos aos cargos de deputado federal, governadores e senadores.

No caso específico da Presidência, o debate acerca de quem deve ser o próximo presidente vem pautando a política do país há bastante tempo, mas afinal, o que faz o presidente da República?

Entenda:

  • Nomeações

O presidente da República é a instância máxima do Executivo brasileiro. É ele quem deve nomear, assim como exonerar ministros de Estado e, exercer com o auxílio deles, a direção da administração federal.

Além destes, o presidente também deve indicar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e dos tribunais superiores, o procurador-geral da República, o presidente e os diretores do BC (Banco Central), dentre outros servidores.

O mandatário também tem a responsabilidade de nomear os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de promover os oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos. É ele também quem exerce o comando supremo das Forças Armadas.

  • Projetos de lei e relação com o Congresso Nacional

Por ocupar essa posição de líder do Executivo, compete ao presidente editar medidas provisórias e decretos. Ele também pode vetar, por exemplo, projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional de forma parcial ou total. Posteriormente, cabe aos parlamentares decidirem pela manutenção ou derrubada do veto presidencial.

  • Política Externa

Cabe ao presidente da República manter relações com outros países, celebrar tratados, convenções e atos internacionais. É ele quem pode declarar guerra, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando houver agressão estrangeira. Na mesma linha, pode decretar também mobilização nacional e celebrar a paz, da mesma forma autorizado ou referendado pelo Congresso.

  • Salário

O presidente ocupa o cargo por quatro anos, podendo se reeleger na eleição seguinte. O salário bruto é de R$ 30.934,70. Ele também recebe plano de saúde com cobertura de todas as despesas, inclusive de familiares e tem direito também a cartões corporativos para custeio de diferentes despesas.

Veja quem são os pré-candidatos

  • Flávio Bolsonaro (PL) 

O senador Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura em dezembro do ano passado. Pouco tempo depois de confirmar a decisão, ele leu uma carta escrita a mão pelo pai, Jair Bolsonaro (PL) — preso por envolvimento no plano de golpe de Estado.

“Diante desse cenário de injustiça, e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026”, escreveu o ex-presidente.

  • Romeu Zema (Novo) 

Ao lançar sua pré-candidatura ao Planalto, em agosto do ano passado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, falou em “varrer o PT do mapa”.

“Esse é o Brasil real, o Brasil que não espera, que não aceita favor, nem esquema. É o Brasil que nós queremos: que trabalha, inventa, arrisca. E é com esse Brasil bravo que vamos chegar à Brasília para varrer o PT do mapa, para acabar com os abusos e perseguições de Alexandre de Moraes, para libertar o Brasil”, declarou.

  • Ronaldo Caiado (União) 

Primeiro a se colocar na disputa, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez um evento de lançamento de pré-candidatura em abril de 2025. Em seu discurso pregou “trabalho árduo” contra a criminalidade.

“Se eu chegar na Presidência da República, vocês podem ter certeza que bandido vai ser na cadeia ou fora do Brasil, porque aqui ele não vai incomodar mais ninguém. É um trabalho árduo. Hoje, vivemos no país uma verdadeira desordem institucional”, afirmou.

  • Outros nomes

Alguns outros nomes também já começam a se colocar na disputa, mesmo sem o lançamento oficial de pré-candidaturas. É o caso dos governadores Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; e Ratinho Junior (PSD), do Paraná.

Ambos já demonstraram publicamente seu interesse em concorrer ao Planalto. O partido, no entanto, decidiu esperar antes de tomar uma decisão formal.

Eduardo Leite, disse ser um “caminho alternativo” e com “condições de independência”.

“Eu acho que melhor posso contribuir como candidato à presidente da República dentro do PSD porque, entre as opções que hoje estão protagonizando o processo do debate político pré-eleitoral, eu sou o único que não abraçou nem o Lula, nem o Bolsonaro nas últimas eleições”, declarou o governador.

Já Ratinho Júnior afirmou que aceitará o “desafio” se for escolhido pelo PSD.

“Eu penso que, mais do que nomes, é projeto, quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se o meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio, mas isso é uma coisa que tem que ser construída internamente”.



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