Dados da missão Juno, realizada pela Nasa, forneceram novas informações sobre a espessura e a estrutura subsuperficial da camada de gelo que envolve “Europa”, a lua de Júpiter.
Os cientistas determinaram que a camada tem uma espessura média de cerca de 29 quilômetros na região observada durante a passagem da Juno por Europa em 2022. Para a tarefa, foi utilizado o Radiômetro de Micro-ondas da sonda (MWR).
A medição da Juno é a primeira a diferenciar entre modelos de camada fina e espessa, que sugeriam que a camada de gelo tinha espessura variando de menos de um quilômetro a dezenas de quilômetros.
Ligeiramente menor que a Lua da Terra, Europa é um dos alvos científicos prioritários do Sistema Solar para investigar a habitabilidade.
Evidências sugerem que os ingredientes para a vida podem existir no oceano de água salgada que se encontra sob sua camada de gelo.
A descoberta de diversas características dessa camada de gelo, incluindo a espessura, fornece peças cruciais para a compreensão do funcionamento interno da lua e do potencial para a existência de um ambiente habitável.
A nova pesquisa sobre a espessura do gelo na crosta gelada próxima à superfície foi publicada em 17 de dezembro de 2025 na revista Nature Astronomy.
GALERIA – Veja descobertas astronômicas de 2026
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1 de 12Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS
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2 de 12Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
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3 de 12Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester
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4 de 12Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale
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5 de 12Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp
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6 de 12Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)
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7 de 12Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA
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8 de 12Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb
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9 de 12Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. • Divulgação/ESO
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10 de 12Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
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11 de 12Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
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12 de 12Descobertas de 2026 (12) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech
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Rachaduras e poros
Os dados do MWR também fornecem novas informações sobre a composição do gelo logo abaixo da superfície de Europa.
O instrumento revelou a presença de “dispersores” — irregularidades no gelo próximo à superfície, como rachaduras, poros e vazios, que dispersam as micro-ondas refletidas pelo instrumento.
Estima-se que esses dispersores não tenham mais do que alguns centímetros de diâmetro e parecem se estender a centenas de metros abaixo da superfície de Europa.
O pequeno tamanho e a pouca profundidade dessas formações, conforme modelado neste estudo, sugerem que é improvável que elas sejam uma via significativa para o transporte de oxigênio e nutrientes da superfície de Europa para seu oceano salgado.
“A espessura da camada de gelo e a existência de rachaduras ou poros dentro dela fazem parte do complexo quebra-cabeça para entendermos a potencial habitabilidade de Europa”, disse Scott Bolton, principal investigador da missão Juno, do Southwest Research Institute, em San Antonio.
“Esses fatores fornecem um contexto crucial para as sondas Europa Clipper, da NASA, e Juice (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia — ambas a caminho do sistema joviano”, conclui.
A sonda Juno realizará seu 81º sobrevoo de Júpiter em 25 de fevereiro deste ano.
*Sob supervisão de AR.
source https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/sonda-da-nasa-mede-espessura-da-camada-de-gelo-de-lua-europa-de-jupiter/